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sábado, 31 de agosto de 2013

Lira II

Em vão do amado
filho que foge,
Vênus quer hoje
notícias ter.
Sagaz e astuto
ele se esconde
em parte aonde
ninguém o vê.
Dos sinais dados,
bem se conhece
que ele aborrece
a mãe que tem.
Se os seus defeitos
Ela publica,
razão lhe fica
de se ofender.
Foge o menino
e, disfarçado,
vive abrigado
numa cruel.
Com mil carícias
a ímpia o trata;
nem o desata
do peito seu.
Se a semelhança
sempre amor gera,
deve uma fera
outra acolher.
Ah! se o teu nome,
Marília, calo,
que de ti falo
bem podes crer.

Pois bem, está é a terceira parte, percebi que Tomás já não fala tanto sobre a formosura e quão tão doce és Marília, mas ainda sim fala sobre ela e sobre o amor, porém moderadamente. Tomás fala sobre o filho de Vênus que fugiu e no final do poema se refere a Marília.

Nesta lira está presente o uso da mitologia assim como a linguagem simples.
Está parte já não conta bem o que ocorre com Tomás, mas assim como as duas primeiras partes, ele fala muito sobre seu amor por Marília e como sente sua falta.

Glossário:
Sagaz: Que possui sagacidade; perspicaz, arguto: crítica sagaz.
Abrigado: Que se pôde abrigar; que se encontra em abrigo; que está protegido; que não contém ou ocasiona perigos.

Acolher: Receber alguém bem ou mal, hospedar, agasalhar: acolheu-me de braços abertos.

Luciane A. Santos - 25
1E

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